{"id":2213,"date":"2022-03-21T17:05:42","date_gmt":"2022-03-21T20:05:42","guid":{"rendered":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=2213"},"modified":"2022-04-01T08:48:34","modified_gmt":"2022-04-01T11:48:34","slug":"criancas-com-sindrome-de-down-tem-maior-prevalencia-de-anomalias-dentarias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/2022\/03\/21\/criancas-com-sindrome-de-down-tem-maior-prevalencia-de-anomalias-dentarias\/","title":{"rendered":"Crian\u00e7as com S\u00edndrome de Down t\u00eam maior preval\u00eancia de anomalias dent\u00e1rias"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8211; Por No\u00e9lia Lopes* &#8211;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma pesquisa desenvolvida na Ufes apontou que <a href=\"https:\/\/repositorio.ufes.br\/bitstream\/10\/8129\/1\/tese_11422_Disserta%c3%a7%c3%a3o%20Igrid%20Tigre%281%29.pdf\">a preval\u00eancia de anomalias dent\u00e1rias em crian\u00e7as com S\u00edndrome de Down (SD) \u00e9 maior do que a m\u00e9dia das crian\u00e7as<\/a>. No Dia Internacional da S\u00edndrome de Down, comemorado nesta segunda, 21, a Revista Universidade apresenta o estudo realizado pela cirurgi\u00e3-dentista Ingrid Ramos, durante seu mestrado no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Cl\u00ednica Odontol\u00f3gica da Ufes, orientado pelas professoras Danielle Camisasca e Ana Maria Gomes. O objetivo da pesquisa foi verificar os tipos de altera\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas e anomalias dent\u00e1rias presentes nas crian\u00e7as com S\u00edndrome de Down, por meio de compara\u00e7\u00e3o com crian\u00e7as n\u00e3o sindr\u00f4micas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Camisasca conta que a ideia do estudo surgiu a partir do grupo de estudos coordenado por Gomes, intitulado <em>Avalia\u00e7\u00e3o da sa\u00fade bucal e de alguns par\u00e2metros salivares em crian\u00e7as com S\u00edndrome de Down.<\/em> \u201cEla envolveu alunos da gradua\u00e7\u00e3o, na forma de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, e de mestrado, al\u00e9m de outros professores, para trabalharem na abordagem de v\u00e1rios aspectos da sa\u00fade oral dos pacientes com S\u00edndrome de Down\u201d, detalha.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo considerou uma amostra de 93 crian\u00e7as, sendo 31 com a s\u00edndrome (denominado grupo experimental) e 62 crian\u00e7as sem a s\u00edndrome (grupo controle), todas com idade entre 6 e 12 anos. Inicialmente foi desenvolvido um formul\u00e1rio para a coleta de informa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas das crian\u00e7as. Ent\u00e3o, foram feitos exames radiogr\u00e1ficos panor\u00e2micos e outros procedimentos. \u201cRealizamos tamb\u00e9m a avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica bucal, a avalia\u00e7\u00e3o do fluxo salivar, do pH e capacidade tamp\u00e3o da saliva\u201d, ressalta Ingrid Ramos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resultados<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas radiografias panor\u00e2micas, foram avaliadas as altera\u00e7\u00f5es de desenvolvimento dent\u00e1rio e nos ossos da face, bem como o est\u00e1gio de matura\u00e7\u00e3o dent\u00e1ria. &#8220;As anomalias dent\u00e1rias de desenvolvimento s\u00e3o prevalentes em 74,2% das crian\u00e7as com a s\u00edndrome, e em 25,8% das sem a s\u00edndrome. As anomalias dent\u00e1rias mais comuns em SD s\u00e3o hipodontia, taurodontismo e microdontia\u201d, detalha Camisasca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hipodontia \u00e9 caracterizada pela falta de um a cinco dentes dec\u00edduos ou permanentes e \u00e9 causada principalmente por fatores gen\u00e9ticos que alteram a forma\u00e7\u00e3o da arcada dent\u00e1ria. J\u00e1 o taurodontismo ocorre quando h\u00e1 uma varia\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica do dente, o que faz com ele apresente uma coroa dent\u00e1ria longa, c\u00e2mara pulpar grande e ra\u00edzes pequenas. A maior frequ\u00eancia de casos dessa anomalia \u00e9 em dentes molares inferiores permanentes. A anomalia denominada microdontia, por sua vez, ocorre como resultado de uma ruptura no in\u00edcio do crescimento e desenvolvimento do dente durante a gesta\u00e7\u00e3o e, como consequ\u00eancia, os dentes desenvolvem-se em um tamanho inferior ao normal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a pesquisa, a preval\u00eancia das anomalias em crian\u00e7as sindr\u00f4micas foi mais observada na faixa et\u00e1ria de 9 anos, enquanto nas crian\u00e7as do grupo controle, a idade com mais casos de anomalias foi 8 anos. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o dessas anomalias dent\u00e1rias, o estudo mostrou que, para o grupo sindr\u00f4mico, elas s\u00e3o mais frequentes nas regi\u00f5es da maxila (maxilar superior) e da mand\u00edbula (maxilar inferior), e nas crian\u00e7as n\u00e3o-sindr\u00f4micas, apenas na maxila.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto \u00e0 varia\u00e7\u00e3o no grau de matura\u00e7\u00e3o dent\u00e1rio, a compara\u00e7\u00e3o dos exames dos dois grupos n\u00e3o apresentou diferen\u00e7as significativas, o que sugere que crian\u00e7as com a S\u00edndrome de Down t\u00eam o desenvolvimento dental semelhante \u00e0s crian\u00e7as n\u00e3o-sindr\u00f4micas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, foi poss\u00edvel perceber, no estudo, que h\u00e1 um menor \u00edndice de c\u00e1rie em crian\u00e7as com a s\u00edndrome, o que pode ser explicado devido ao fato de os pais levarem as crian\u00e7as desse grupo mais cedo ao dentista, \u00e0 erup\u00e7\u00e3o tardia dos dentes e \u00e0 menor presen\u00e7a de <em>Streptococcus Mutans<\/em> (microrganismo associado \u00e0 forma\u00e7\u00e3o da c\u00e1rie dent\u00e1ria) na saliva. Por outro lado, a incid\u00eancia maior de c\u00e1ries em crian\u00e7as n\u00e3o-sindr\u00f4micas pode explicar as altera\u00e7\u00f5es \u00f3sseas, encontradas apenas nesse grupo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA pesquisa auxilia na compreens\u00e3o das particularidades da denti\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as com S\u00edndrome de Down, o que pode levar a um tratamento mais direcionado e adequado para esses pacientes, com preserva\u00e7\u00e3o da sa\u00fade bucal e qualidade de vida do paciente\u201d, ressalta a Camisasca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>* Bolsista em projeto de Comunica\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Entre as crian\u00e7as participantes do estudo, 74% das que t\u00eam S\u00edndrome de Down e 25% das que n\u00e3o t\u00eam apresentaram anomalias dent\u00e1rias<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":350,"featured_media":2214,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[],"class_list":["post-2213","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/03\/crianca-sindrome-down-breno-esaki-ag-saude.jpg",500,330,false],"thumbnail":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/03\/crianca-sindrome-down-breno-esaki-ag-saude-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/03\/crianca-sindrome-down-breno-esaki-ag-saude-300x198.jpg",300,198,true],"medium_large":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/03\/crianca-sindrome-down-breno-esaki-ag-saude.jpg",500,330,false],"large":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/03\/crianca-sindrome-down-breno-esaki-ag-saude.jpg",500,330,false],"1536x1536":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/03\/crianca-sindrome-down-breno-esaki-ag-saude.jpg",500,330,false],"2048x2048":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/03\/crianca-sindrome-down-breno-esaki-ag-saude.jpg",500,330,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/03\/crianca-sindrome-down-breno-esaki-ag-saude.jpg",500,330,false],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/03\/crianca-sindrome-down-breno-esaki-ag-saude.jpg",500,330,false],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/03\/crianca-sindrome-down-breno-esaki-ag-saude.jpg",500,330,false],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/03\/crianca-sindrome-down-breno-esaki-ag-saude-326x245.jpg",326,245,true],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/03\/crianca-sindrome-down-breno-esaki-ag-saude-80x60.jpg",80,60,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"lidia.hora","author_link":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/lidia_gurgel-neves-hora\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Entre 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