{"id":2862,"date":"2023-05-25T09:09:43","date_gmt":"2023-05-25T12:09:43","guid":{"rendered":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=2862"},"modified":"2023-06-19T11:36:24","modified_gmt":"2023-06-19T14:36:24","slug":"ha-15-anos-estudo-com-participacao-da-ufes-motivou-a-criacao-da-lei-seca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/2023\/05\/25\/ha-15-anos-estudo-com-participacao-da-ufes-motivou-a-criacao-da-lei-seca\/","title":{"rendered":"H\u00e1 15 anos, estudo com participa\u00e7\u00e3o da Ufes motivou a cria\u00e7\u00e3o da Lei Seca"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8211; Por Adriana Damasceno &#8211;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Lei Seca (n\u00ba 11.705, promulgada em 2008) completa 15 anos no dia 19 de junho e foi baseada em uma pesquisa capitaneada pela Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), em parceria com a Ufes. O estudo, realizado entre 2008 e 2012, concluiu que acidentes de tr\u00e2nsito de maior gravidade possuem rela\u00e7\u00e3o importante com o consumo de \u00e1lcool pelos motoristas e que, portanto, o limite de alcoolemia para condutores deve ser zero. A pesquisa levantou dados referentes ao comportamento dos condutores em rela\u00e7\u00e3o a beber e dirigir em quatro cidades da regi\u00e3o Sudeste, utilizando-se dos ent\u00e3o desconhecidos baf\u00f4metros. Em Vit\u00f3ria, os dados foram coletados com apoio do Departamento de Ci\u00eancias Fisiol\u00f3gicas da Ufes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste Maio Amarelo, m\u00eas de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia de atitudes positivas no tr\u00e2nsito para a redu\u00e7\u00e3o de acidentes, o autor do estudo, o professor do Departamento de Cl\u00ednica M\u00e9dica da Ufes Valdir Campos, lembra como surgiu a ideia de conduzir a pesquisa que utilizou metodologia inovadora no Brasil: \u201cDesde minha forma\u00e7\u00e3o como psiquiatra, nasceu o interesse por entender os fen\u00f4menos relacionados ao consumo de \u00e1lcool e suas consequ\u00eancias f\u00edsicas, psicol\u00f3gicas e sociais. Em 2005, tomei conhecimento de um trabalho pioneiro sobre pol\u00edticas p\u00fablicas desenvolvido em Diadema [na Grande S\u00e3o Paulo] e n\u00e3o tive d\u00favidas de que essa seria a pesquisa que eu sempre sonhara em fazer\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo foi realizado durante o doutorado de Campos na Unifesp, que originou o trabalho intitulado <em>Pol\u00edticas do \u00e1lcool para a redu\u00e7\u00e3o de acidentes de tr\u00e2nsito<\/em>, sob orienta\u00e7\u00e3o do professor Ronaldo Laranjeira, que \u00e9 refer\u00eancia na tem\u00e1tica da depend\u00eancia qu\u00edmica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pioneirismo<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 meados da d\u00e9cada de 2000, existiam poucos dados nacionais a respeito dos padr\u00f5es de comportamento em rela\u00e7\u00e3o ao ato de beber e dirigir. O estudo conduzido por Campos foi um dos primeiros a apresentar dados sobre estes h\u00e1bitos em grandes capitais do Brasil, obtidos por meio da metodologia at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dita do uso de baf\u00f4metros em postos de checagem de sobriedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O teste do baf\u00f4metro identificou que mais de um ter\u00e7o dos participantes da pesquisa dirigia com n\u00edveis de alcoolemia iguais ou acima do limite legal da \u00e9poca, de 0,6 grama por litro (g\/l), segundo o C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito de 1997. \u201cEsses achados indicavam um \u00edndice de cinco a seis vezes mais alto que os encontrados em pesquisas semelhantes realizadas em outros pa\u00edses\u201d, salienta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"613\" src=\"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/bafometro-tania-rego-abr-1024x613.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2864\" srcset=\"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/bafometro-tania-rego-abr-1024x613.jpg 1024w, https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/bafometro-tania-rego-abr-300x179.jpg 300w, https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/bafometro-tania-rego-abr-768x459.jpg 768w, https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/bafometro-tania-rego-abr.jpg 1170w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Pesquisa levou a uma conscientiza\u00e7\u00e3o sobre os riscos de beber e dirigir. Foto: T\u00e2nia R\u00eago\/ABr EBC<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2005, Campos assumiu o comando do trabalho realizado em Diadema e, na sequ\u00eancia, ampliou a pesquisa para as capitais Belo Horizonte, S\u00e3o Paulo e Vit\u00f3ria, al\u00e9m de dez outras regi\u00f5es de Minas Gerais. Em Vit\u00f3ria, a pesquisa foi supervisionada pela m\u00e9dica e professora Ester Nakamura-Palacios, do Departamento de Ci\u00eancias Fisiol\u00f3gicas da Ufes (que se aposentou em dezembro de 2020). Ela que seguia, com sua equipe, as instru\u00e7\u00f5es metodol\u00f3gicas definidas por Campos e Laranjeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cN\u00f3s aqui t\u00ednhamos a vantagem de j\u00e1 haver as a\u00e7\u00f5es do Batalh\u00e3o de Pol\u00edcia de Tr\u00e2nsito, que nos informava quando e onde as blitz seriam realizadas. Assim, nossa equipe de pesquisa ficava a uma certa dist\u00e2ncia e os policiais direcionavam os motoristas at\u00e9 n\u00f3s, para que realiz\u00e1ssemos a pesquisa. Foi uma colabora\u00e7\u00e3o muito importante\u201d, lembra Nakamura-Palacios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Campos enviou os baf\u00f4metros importados e demais acess\u00f3rios para Vit\u00f3ria, para manter a uniformidade entre os equipamentos utilizados em todas as cidades participantes do estudo. \u201cHoje as medidas s\u00e3o feitas com aparelhos mais modernos e temos visto um aumento das detec\u00e7\u00f5es, apesar da toler\u00e2ncia zero\u201d, ressalta Nakamura-Palacios.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<cite>\u201cEm poucos minutos, [o \u00e1lcool no sangue] atinge o sistema nervoso central e reduz a aten\u00e7\u00e3o, a acuidade visual e a coordena\u00e7\u00e3o motora.\u201d &#8211; Professor Valdir Campos<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Fun\u00e7\u00f5es cognitivas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O diferencial do trabalho realizado na capital capixaba foi a adi\u00e7\u00e3o de uma avalia\u00e7\u00e3o cognitiva breve, que acabou constituindo a tese de doutorado <em>Beber e dirigir: uma avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica das fun\u00e7\u00f5es executivas no uso agudo do \u00e1lcool<\/em>, defendida em 2009 pela psic\u00f3loga Simone Domingues no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Fisiol\u00f3gicas na Ufes. O estudo, que teve supervis\u00e3o de Nakamura-Palacios e Laranjeira, mostrou como o \u00e1lcool, mesmo em doses baixas, pode prejudicar as fun\u00e7\u00f5es cognitivas fundamentais na realiza\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es que exigem aten\u00e7\u00e3o, concentra\u00e7\u00e3o, planejamento futuro de a\u00e7\u00f5es, flexibilidade mental e fun\u00e7\u00e3o motora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Campos destacou a rela\u00e7\u00e3o existente entre alguns destes efeitos da alcoolemia e o desempenho do condutor. Segundo ele, a partir de 0,2 g\/l de concentra\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool no sangue (o que corresponde, por exemplo, ao consumo de um copo de cerveja) uma pessoa j\u00e1 pode apresentar preju\u00edzos na dire\u00e7\u00e3o (como nos atos de frear, mudar de faixa e no julgamento de velocidade), a depender de fatores como g\u00eanero, peso corporal, alimento ingerido junto com a bebida e temperatura. A partir de doses mais altas (acima de 0,3 g\/l), os tempos de rea\u00e7\u00e3o s\u00e3o mais longos, as rea\u00e7\u00f5es motrizes ficam problem\u00e1ticas e a pessoa passa por um estado de euforia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pesquisador explica que o risco de beber e em seguida dirigir ocorre porque o \u00e1lcool \u00e9 rapidamente absorvido pelo aparelho gastrointestinal e se dissemina por todo o organismo. \u201cEm poucos minutos, atinge o sistema nervoso central e reduz a aten\u00e7\u00e3o, a acuidade visual e a coordena\u00e7\u00e3o motora. Ainda compromete o senso cr\u00edtico do condutor e seu tempo de rea\u00e7\u00e3o e dist\u00e2ncia\u201d, detalha Campos, lembrando que o uso de baf\u00f4metros na pesquisa motivou a constru\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica p\u00fablica com limite zero para quem fosse dirigir.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Toler\u00e2ncia zero<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Campos recorda que, inicialmente, a pesquisa motivou a popula\u00e7\u00e3o a pensar no interesse comum em rela\u00e7\u00e3o ao consumo de \u00e1lcool e suas consequ\u00eancias: \u201cA maioria dos condutores se mostrava consciente sobre os riscos do uso de \u00e1lcool e dire\u00e7\u00e3o e favor\u00e1vel ao uso do baf\u00f4metro\u201d. Como resultado dessa conscientiza\u00e7\u00e3o, observou-se a diminui\u00e7\u00e3o nos \u00edndices de acidentes e mortes no tr\u00e2nsito em todo o pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados da tese, associando \u00e1lcool e dire\u00e7\u00e3o, e a intensifica\u00e7\u00e3o do debate p\u00fablico sobre o tema, motivaram a modifica\u00e7\u00e3o da lei de tr\u00e2nsito e o limite de alcoolemia para dirigir passou a ser zero, conforme prop\u00f4s a pesquisa. A Lei Seca estabeleceu, ainda, puni\u00e7\u00f5es mais severas para os \u00edndices de \u00e1lcool mais elevados e os casos mais graves.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na avalia\u00e7\u00e3o de Campos, a Lei Seca \u00e9 uma das poucas medidas de preven\u00e7\u00e3o ao consumo de \u00e1lcool que realmente funciona no pa\u00eds e, nos \u00faltimos 15 anos, houve n\u00e3o s\u00f3 uma melhora na conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m um aperfei\u00e7oamento da fiscaliza\u00e7\u00e3o. Por outro lado, o professor acredita que a diminui\u00e7\u00e3o das campanhas de preven\u00e7\u00e3o observada no per\u00edodo seja um ponto negativo. Para ele, o objetivo da fiscaliza\u00e7\u00e3o do consumo de \u00e1lcool e dire\u00e7\u00e3o deve ser a conscientiza\u00e7\u00e3o quanto a acidentes de tr\u00e2nsito, especialmente durante grandes eventos nacionais, como o carnaval, quando o consumo de \u00e1lcool tem um aumento consider\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cToda a pesquisa teve como objetivo final a proposi\u00e7\u00e3o de alguma medida que fosse ben\u00e9fica para o ser humano. Acredito que foi um pequeno passo para o direcionamento de pol\u00edticas para o \u00e1lcool e dire\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, mas um grande esfor\u00e7o da minha parte em contribuir, como cidad\u00e3o, para o bem de todos n\u00f3s\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Universidade participou do estudo que levou \u00e0 pol\u00edtica de toler\u00e2ncia zero de \u00e1lcool para condutores<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":350,"featured_media":2863,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[],"class_list":["post-2862","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/blitz-es-PCES.jpeg",603,353,false],"thumbnail":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/blitz-es-PCES-150x150.jpeg",150,150,true],"medium":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/blitz-es-PCES-300x176.jpeg",300,176,true],"medium_large":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/blitz-es-PCES.jpeg",603,353,false],"large":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/blitz-es-PCES.jpeg",603,353,false],"1536x1536":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/blitz-es-PCES.jpeg",603,353,false],"2048x2048":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/blitz-es-PCES.jpeg",603,353,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/blitz-es-PCES.jpeg",603,353,false],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/blitz-es-PCES.jpeg",603,353,false],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/blitz-es-PCES.jpeg",603,353,false],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/blitz-es-PCES-326x245.jpeg",326,245,true],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/blitz-es-PCES-80x60.jpeg",80,60,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"lidia.hora","author_link":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/lidia_gurgel-neves-hora\/"},"uagb_comment_info":1,"uagb_excerpt":"Universidade participou do estudo que levou \u00e0 pol\u00edtica de toler\u00e2ncia zero de \u00e1lcool para condutores","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2862","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/350"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2862"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2862\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2870,"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2862\/revisions\/2870"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2863"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2862"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2862"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2862"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}