{"id":3269,"date":"2024-05-21T14:56:11","date_gmt":"2024-05-21T17:56:11","guid":{"rendered":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=3269"},"modified":"2024-06-13T14:48:52","modified_gmt":"2024-06-13T17:48:52","slug":"placas-balisticas-sao-confeccionadas-a-partir-de-fios-de-microfibrilas-de-celulose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/2024\/05\/21\/placas-balisticas-sao-confeccionadas-a-partir-de-fios-de-microfibrilas-de-celulose\/","title":{"rendered":"Placas bal\u00edsticas s\u00e3o confeccionadas a partir de fios de microfibrilas de celulose"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ghenis Carlos*<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisadores da Ufes desenvolveram fios com microfibrilas de celulose, material extra\u00eddo da madeira e que possui muitas aplicabilidades, como para a confec\u00e7\u00e3o de placas bal\u00edsticas usadas em coletes \u00e0 prova de balas. A pesquisa foi desenvolvida no Laborat\u00f3rio de Anatomia da Madeira e no Laborat\u00f3rio de Mec\u00e2nica e Materiais, ambos vinculados ao Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Florestais da Ufes (PPGCFL).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A celulose \u00e9 facilmente encontrada nos mais diversos organismos terrestres, como algas, fungos, bact\u00e9rias e plantas. Na ind\u00fastria de celulose e papel, a madeira passa por muitos processos at\u00e9 se conseguir extrair essas fibras que possuem dimens\u00f5es microm\u00e9tricas e que s\u00e3o usadas para a produ\u00e7\u00e3o do papel. Contudo, ainda \u00e9 poss\u00edvel a fabrica\u00e7\u00e3o de novos produtos ao diminuir esse material a escalas nanom\u00e9tricas. Por processamento mec\u00e2nico, qu\u00edmico, enzim\u00e1tico ou combina\u00e7\u00e3o desses, as microfibrilas de celulose podem ser removidas da parede celular das fibras e usadas para a fabrica\u00e7\u00e3o de fios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"819\" height=\"341\" src=\"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/05\/0.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3272\" style=\"width:885px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/05\/0.jpg 819w, https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/05\/0-300x125.jpg 300w, https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/05\/0-768x320.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 819px) 100vw, 819px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEssa microfibrila j\u00e1 \u00e9 um produto existente nas empresas de celulose e papel. A principal quest\u00e3o das empresas \u00e9 conseguir aumentar o portf\u00f3lio de produtos que podem ser fabricados a partir dela. A fabrica\u00e7\u00e3o de fios a partir destas microfibrilas ainda \u00e9 novo mundo, mas promissor, pois neste processo a estrutura semi-cristalina da celulose \u00e9 mantida. O mais interessante \u00e9 que podemos desenvolver fios com caracter\u00edsticas qu\u00edmicas que desejamos, como um fio resistente ao fogo ou um fio que se expanda na \u00e9poca do frio para a melhoria do conforto t\u00e9rmico\u201d, explica o orientador da pesquisa e professor da Ufes, Jord\u00e3o Moulin.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"761\" height=\"351\" src=\"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/05\/1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3270\" style=\"width:857px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/05\/1.jpg 761w, https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/05\/1-300x138.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 761px) 100vw, 761px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">\n<strong>As placas bal\u00edsticas<\/strong><\/pre>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s desenvolverem os fios, os pesquisadores aplicaram o material na confec\u00e7\u00e3o de placas bal\u00edsticas, um dos componentes necess\u00e1rios para a fabrica\u00e7\u00e3o de coletes \u00e0 prova de balas. Segundo os pesquisadores, h\u00e1 muitas pesquisas que investigam as possibilidades de usar materiais org\u00e2nicos na confec\u00e7\u00e3o dessas placas por serem mais sustent\u00e1veis e de qualidade equiparada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAs atuais placas utilizadas no mercado s\u00e3o baseadas em fios de aramida, material complexo de se trabalhar e muito caro.&nbsp; A vantagem da confec\u00e7\u00e3o de novos fios \u00e9 a oportunidade de sua cria\u00e7\u00e3o com a qualidade pr\u00e9-estabelecida para determinado uso, como neste caso, para as placas bal\u00edsticas\u201d, detalha o orientador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O professor declara, ainda, que o principal desafio era atribuir uma alta resist\u00eancia mec\u00e2nica a esses fios para compor as placas. Tal necessidade foi sanada ao trabalharem com a \u00e1rea de comp\u00f3sitos. Este termo \u00e9 atribu\u00eddo \u00e0 jun\u00e7\u00e3o de dois materiais distintos para se ter um produto final, como ocorre com o MDF, que \u00e9 muito comum para a fabrica\u00e7\u00e3o de m\u00f3veis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O autor da disserta\u00e7\u00e3o, Lucas Mulin, explica que os comp\u00f3sitos s\u00e3o formados por pelo menos dois materiais em que um \u00e9 uma matriz e o outro o refor\u00e7o. A matriz une todo o comp\u00f3sito em uma \u00fanica estrutura.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA matriz dos fios pode ser de diferentes origens, como por exemplo gomas guar, xantana e alginato de s\u00f3dio. A ideia de um comp\u00f3sito \u00e9 justamente agregar as caracter\u00edsticas interessantes de materiais diferentes e criar um material que tenha as caracter\u00edsticas de ambos. E assim fazer um uso diferenciado desse novo material\u201d, declara o autor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Testes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As placas desenvolvidas foram feitas com diferentes concentra\u00e7\u00f5es de fios, com 10%, 20% e 30% de composi\u00e7\u00e3o. Em sequ\u00eancia, elas foram submetidas a testes convencionais. Os resultados revelam que as placas com 30% tiveram um maior desempenho com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 resist\u00eancia mec\u00e2nica. Isso significa que a placa consegue absorver uma maior quantidade de energia sem estilha\u00e7ar, tornando-a h\u00e1bil para absorver diferentes disparos. A pr\u00f3xima fase do estudo ir\u00e1 se concentrar na produ\u00e7\u00e3o de produtos que impactam outros segmentos econ\u00f4micos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa recebeu financiamento da Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (CAPES) e contou com a parceria de uma institui\u00e7\u00e3o privada.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">*Bolsista em projeto de comunica\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Edi\u00e7\u00e3o: Sueli de Freitas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>As placas bal\u00edsticas s\u00e3o usadas em coletes \u00e0 prova de balas<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":397,"featured_media":3271,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[185,133,184,29],"class_list":["post-3269","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online","tag-colete-a-prova-de-balas","tag-pesquisa","tag-placas-baliticas","tag-ufes"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/05\/2.jpg",757,426,false],"thumbnail":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/05\/2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/05\/2-300x169.jpg",300,169,true],"medium_large":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/05\/2.jpg",757,426,false],"large":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/05\/2.jpg",757,426,false],"1536x1536":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/05\/2.jpg",757,426,false],"2048x2048":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/05\/2.jpg",757,426,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/05\/2.jpg",757,426,false],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/05\/2-678x381.jpg",678,381,true],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/05\/2-678x426.jpg",678,426,true],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/05\/2-326x245.jpg",326,245,true],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/05\/2-80x60.jpg",80,60,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"sueli.freitas","author_link":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/sueli-checon-de-freitas\/"},"uagb_comment_info":3,"uagb_excerpt":"As placas bal\u00edsticas s\u00e3o usadas em coletes \u00e0 prova de balas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3269","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/397"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3269"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3269\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3274,"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3269\/revisions\/3274"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3271"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3269"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3269"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3269"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}