{"id":3283,"date":"2024-06-06T15:35:45","date_gmt":"2024-06-06T18:35:45","guid":{"rendered":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=3283"},"modified":"2024-06-25T14:34:02","modified_gmt":"2024-06-25T17:34:02","slug":"estudo-revela-meio-ambiente-preservado-ajuda-a-manter-a-saude-das-pessoas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/2024\/06\/06\/estudo-revela-meio-ambiente-preservado-ajuda-a-manter-a-saude-das-pessoas\/","title":{"rendered":"Estudo revela: meio ambiente preservado ajuda a manter a sa\u00fade das pessoas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sueli de Freitas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um boletim do projeto Estudo Longitudinal de Sa\u00fade do Adulto (Elsa) lan\u00e7ado nesta quarta-feira, 5, Dia Mundial do Meio Ambiente, revela: um meio ambiente preservado ajuda a manter a sa\u00fade das pessoas. O Elsa-Brasil \u00e9 um estudo envolvendo 15.105 servidores p\u00fablicos, sendo 1.054 da Ufes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados sobre qualidade de vida e meio ambiente s\u00e3o resultantes de pesquisas feitas junto ao p\u00fablico-alvo do projeto nas cidades de Belo Horizonte e S\u00e3o Paulo. A pesquisa mostrou que o ambiente em que as pessoas moram pode influenciar na ado\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos mais saud\u00e1veis, como alimenta\u00e7\u00e3o adequada e exerc\u00edcio f\u00edsico. Morar pr\u00f3ximo a locais de venda de frutas e hortali\u00e7as, por exemplo, favorece a ado\u00e7\u00e3o de alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada. Os resultados da pesquisa mostram 48% maior chance de consumo de frutas duas ou mais vezes por dia e 47% maior chance de consumo de hortali\u00e7as diariamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro dado importante revela que quem mora em locais onde h\u00e1 pra\u00e7as e parques na vizinhan\u00e7a pratica mais frequentemente atividade f\u00edsica. As \u00e1reas verdes nas cidades abrangem os parques, pra\u00e7as, zool\u00f3gicos, jardins e as \u00e1rvores, arbustos e gram\u00edneas nas ruas, canteiros, cal\u00e7adas e quintais. Elas contribuem para a diminui\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica e sonora e atuam como espa\u00e7os para a pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica e intera\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO Elsa Brasil \u00e9 um estudo robusto, financiado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, que visa identificar as estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como hipertens\u00e3o, diabetes e obesidade. A recomenda\u00e7\u00e3o para prevenir essas doen\u00e7as s\u00e3o bem conhecidas: alimenta\u00e7\u00e3o adequada, atividade f\u00edsica e redu\u00e7\u00e3o do estresse. A melhor atividade f\u00edsica \u00e9 aquela feita ao ar livre. Para isso, a preserva\u00e7\u00e3o das \u00e1reas livres nas cidades \u00e9 fundamental. O Elsa mostrou que quanto mais perto de \u00e1reas livres moramos, mais ativa tende a ser a pessoa, menor a press\u00e3o arterial, menos obesidade e menos diabetes. A preserva\u00e7\u00e3o desses espa\u00e7os \u00e9 pol\u00edtica p\u00fablica essencial para a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou o professor Jos\u00e9 Geraldo Mill, coordenador do Elsa na Ufes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Impactos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em S\u00e3o Paulo, aproximadamente 64% dos participantes do Elsa-Brasil n\u00e3o tinham acesso a qualquer parque em um raio de um quil\u00f4metro da resid\u00eancia. No entanto, aqueles com disponibilidade de pelo menos um parque com \u00e1reas verdes pr\u00f3ximas \u00e0s suas resid\u00eancias tinham 12% menos chances de apresentarem press\u00e3o arterial elevada. Em Belo Horizonte, participantes que residiam em locais com mais \u00e1rvores tinham 49% menos chances de obesidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEsses dados s\u00e3o muito importantes porque mostram a import\u00e2ncia do planejamento do espa\u00e7o urbano como uma interven\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico na \u00e1rea da sa\u00fade coletiva. Cabe ao poder p\u00fablico regulamentar a ocupa\u00e7\u00e3o do solo, preservando \u00e1reas livres onde as pessoas possam passear e praticar exerc\u00edcios\u201d, afirmam os pesquisadores do Elsa no boletim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A coorte (grupo de pessoas previamente definidas) acompanhada pelo Elsa-Brasil foi montada entre 2008 e 2010 e vem sendo acompanhada ao longo do tempo com entrevistas anuais e exames a cada quatro anos, al\u00e9m de supervis\u00e3o em todas as interna\u00e7\u00f5es hospitalares. O objetivo \u00e9 estudar os determinantes das doen\u00e7as cr\u00f4nicas (cardiovasculares, metab\u00f3licas\/diabetes, c\u00e2ncer, renais e neurodegenerativas), que s\u00e3o as que mais impactam a sa\u00fade e a qualidade de vida das pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Edi\u00e7\u00e3o: Thereza Marinho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Aqueles com disponibilidade de pelo menos um parque com \u00e1reas verdes pr\u00f3ximas \u00e0s suas resid\u00eancias tinham 12% menos chances de apresentarem press\u00e3o arterial elevada<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":397,"featured_media":3284,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[187,188,55],"class_list":["post-3283","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online","tag-elsa","tag-meio-ambiente","tag-saude"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/06\/Pixabay-parque-CC.jpg",1280,854,false],"thumbnail":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/06\/Pixabay-parque-CC-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/06\/Pixabay-parque-CC-300x200.jpg",300,200,true],"medium_large":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/06\/Pixabay-parque-CC-768x512.jpg",768,512,true],"large":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/06\/Pixabay-parque-CC-1024x683.jpg",1024,683,true],"1536x1536":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/06\/Pixabay-parque-CC.jpg",1280,854,false],"2048x2048":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/06\/Pixabay-parque-CC.jpg",1280,854,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/06\/Pixabay-parque-CC-1030x438.jpg",1030,438,true],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/06\/Pixabay-parque-CC-678x381.jpg",678,381,true],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/06\/Pixabay-parque-CC-678x509.jpg",678,509,true],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/06\/Pixabay-parque-CC-326x245.jpg",326,245,true],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/06\/Pixabay-parque-CC-80x60.jpg",80,60,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"sueli.freitas","author_link":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/sueli-checon-de-freitas\/"},"uagb_comment_info":1,"uagb_excerpt":"Aqueles com disponibilidade de pelo menos um parque com \u00e1reas verdes pr\u00f3ximas \u00e0s suas resid\u00eancias tinham 12% menos chances de apresentarem press\u00e3o arterial elevada","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3283","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/397"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3283"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3283\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3286,"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3283\/revisions\/3286"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3284"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3283"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3283"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3283"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}