{"id":3596,"date":"2025-04-29T15:23:35","date_gmt":"2025-04-29T18:23:35","guid":{"rendered":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=3596"},"modified":"2025-05-20T15:45:05","modified_gmt":"2025-05-20T18:45:05","slug":"pesquisadores-da-ufes-investigam-celulas-gigantes-do-cancer-e-relacao-com-resistencia-a-tratamentos-e-evolucao-do-tumor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/2025\/04\/29\/pesquisadores-da-ufes-investigam-celulas-gigantes-do-cancer-e-relacao-com-resistencia-a-tratamentos-e-evolucao-do-tumor\/","title":{"rendered":"C\u00e9lulas gigantes do c\u00e2ncer e rela\u00e7\u00e3o com resist\u00eancia a tratamentos e evolu\u00e7\u00e3o do tumor \u00e9 tema de estudo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><strong>Sueli de Freitas<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O N\u00facleo de Gen\u00e9tica Humana e Molecular (NGHM), vinculado ao Departamento de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da Ufes, est\u00e1 investigando o papel das c\u00e9lulas cancer\u00edgenas gigantes na evolu\u00e7\u00e3o agressiva do c\u00e2ncer e na resist\u00eancia aos tratamentos. Essas c\u00e9lulas s\u00e3o chamadas de poliploides\/multinucleadas ou PGCCs\/MNGCs (sigla em ingl\u00eas para&nbsp;<em>polyploid\/multinucleated giant cancer cells<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho \u00e9 coordenado pelos professores D\u00e9bora Meira e I\u00fari Louro, do Departamento de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas. \u201cO principal objetivo da pesquisa \u00e9 compreender como e por que surgem essas subpopula\u00e7\u00f5es celulares e de que maneira podem ser moduladas para serem contidas e eliminadas do paciente sem causar efeitos colaterais, como resist\u00eancia aos tratamentos e recidiva do c\u00e2ncer. A partir desse entendimento, o nosso grupo tem buscado investigar estrat\u00e9gias sist\u00eamicas e bioprospectivas para modular as PGCCs\/MNGCs, explica Meira. E acrescenta: \u201coutro alvo importante de estudo s\u00e3o as c\u00e9lulas sinciciais (multinucleadas), objeto de um&nbsp;<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1089\/dcbr.2024.0037\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>outro artigo<\/strong><\/a>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a professora, \u201cas PGCCs\/MNGCs apresentam formatos incomuns e um desequil\u00edbrio em seu ciclo celular, contendo m\u00faltiplos conjuntos de cromossomos al\u00e9m do normal, o que lhes confere um tamanho muito superior ao das c\u00e9lulas tumorais convencionais\u201d. Ela informa que essas c\u00e9lulas \u201cforam identificadas em diversos tumores s\u00f3lidos e hematopoi\u00e9ticos \u2013 que se originam nas c\u00e9lulas do sistema hematopoi\u00e9tico, ou seja, nas c\u00e9lulas respons\u00e1veis pela produ\u00e7\u00e3o dos elementos do sangue: gl\u00f3bulos vermelhos, gl\u00f3bulos brancos e plaquetas; esses tumores geralmente se desenvolvem na medula \u00f3ssea, mas tamb\u00e9m podem afetar o sangue perif\u00e9rico, linfonodos e outros \u00f3rg\u00e3os linfoides \u2013 destacando-se pelo impacto cr\u00edtico na sobreviv\u00eancia tumoral&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Parceria com hospitais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos primeiros meses do projeto, os pesquisadores concentraram esfor\u00e7os na an\u00e1lise de materiais de pacientes atendidos em hospitais parceiros, como o Hospital Santa Rita de C\u00e1ssia e o Hospital Estadual Central, refer\u00eancias no Esp\u00edrito Santo para o tratamento de c\u00e2ncer de mama e do sistema nervoso central, respectivamente.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufes.br\/system\/files\/styles\/cke_media_resize_medium\/private\/2025-04\/capa_livro_pgccs_1.png?itok=1YcJsaZ2\" alt=\"Imagem da capa do livro PGCC: uma resposta complexa do c\u00e2ncer\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNessa etapa, o foco tem sido identificar e diferenciar a morfologia das PGCCs\/MNGCs \u2013 estrutura, aspecto e tamanho \u2013 em rela\u00e7\u00e3o a outras c\u00e9lulas tumorais comuns, utilizando ferramentas baseadas em intelig\u00eancia artificial. Esse passo \u00e9 fundamental para compreender a din\u00e2mica dessas c\u00e9lulas no tumor e facilitar sua identifica\u00e7\u00e3o em experimentos futuros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na pr\u00f3xima fase, o estudo avan\u00e7ar\u00e1 para a an\u00e1lise de l\u00e2minas obtidas em colabora\u00e7\u00e3o com o Instituto Estadual do C\u00e9rebro Paulo Niemeyer e o Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca), institui\u00e7\u00f5es de refer\u00eancia na pesquisa oncol\u00f3gica no Brasil. Al\u00e9m disso, para comprova\u00e7\u00f5es experimentais, ser\u00e3o realizados ensaios de cultura celular, an\u00e1lises de qu\u00edmica anal\u00edtica e outras abordagens laboratoriais para aprofundar o entendimento sobre essas c\u00e9lulas e testar poss\u00edveis interven\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A professora Meira lembra que, desde 2022, o grupo vem gerando publica\u00e7\u00f5es de destaque na \u00e1rea, desenvolvendo novas abordagens para a avalia\u00e7\u00e3o de l\u00e2minas patol\u00f3gicas e revis\u00f5es bibliogr\u00e1ficas sobre a complexidade das PGCCs\/MNGCs.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEsses trabalhos resultaram na publica\u00e7\u00e3o do livro&nbsp;<em>PGCC: uma resposta complexa do c\u00e2ncer&nbsp;<\/em>(foto), &nbsp;al\u00e9m de tr\u00eas artigos internacionais e mais de sete trabalhos apresentados em eventos nacionais e internacionais, incluindo o 1<sup>st<\/sup>&nbsp;International Conference on Polyploid Giant Cancer Cells, em Houston, Texas, e o XVI Simp\u00f3sio Bases Biol\u00f3gicas del C\u00e1ncer y Innovaci\u00f3n Terap\u00e9utica, em Salamanca, Espanha&#8221;, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Edi\u00e7\u00e3o:&nbsp;<strong>Thereza Marinho<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>O principal objetivo da pesquisa \u00e9 compreender como e por que surgem essas subpopula\u00e7\u00f5es celulares e de que maneira podem ser moduladas para serem contidas e eliminadas do paciente sem causar efeitos colaterais, como resist\u00eancia aos tratamentos e recidiva do c\u00e2ncer<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":397,"featured_media":3597,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[],"class_list":["post-3596","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/04\/cancer.jpg",1107,708,false],"thumbnail":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/04\/cancer-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/04\/cancer-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/04\/cancer-768x491.jpg",768,491,true],"large":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/04\/cancer-1024x655.jpg",1024,655,true],"1536x1536":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/04\/cancer.jpg",1107,708,false],"2048x2048":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/04\/cancer.jpg",1107,708,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/04\/cancer-1030x438.jpg",1030,438,true],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/04\/cancer-678x381.jpg",678,381,true],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/04\/cancer-678x509.jpg",678,509,true],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/04\/cancer-326x245.jpg",326,245,true],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/04\/cancer-80x60.jpg",80,60,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"sueli.freitas","author_link":"https:\/\/blog-uki-dev.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/sueli-checon-de-freitas\/"},"uagb_comment_info":8,"uagb_excerpt":"O 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